Santa Catarina tem 5.725.753 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026.
Desse total, 52,26% são mulheres e 47,74% são homens. Apesar de representarem a maioria do eleitorado catarinense, as mulheres continuam sendo minoria entre os candidatos eleitos.
O resultado das urnas neste domingo (4) voltou a evidenciar a diferença entre a composição do eleitorado e a representação política.
Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), que possui 40 cadeiras, foram eleitos 35 homens e apenas cinco mulheres, o equivalente a 12,5% das vagas.
Entre as deputadas estaduais, duas foram reeleitas: Ana Campagnolo e Luciane Carminatti. Também foram eleitas pela primeira vez Juliana Maciel, Chica do Cutilarque e Ana Carolina.
O número representa um aumento em relação às eleições de 2022, quando três mulheres conquistaram vagas na Assembleia Legislativa.
Ainda assim, a participação feminina permanece abaixo da proporção das mulheres no eleitorado.
Para especialistas, fatores culturais e históricos ajudam a explicar a baixa presença feminina na política.
Questões relacionadas ao machismo e às violências enfrentadas pelas mulheres podem tanto afastar potenciais candidatas quanto dificultar a eleição e a permanência delas nos espaços de poder.
No Senado Federal, Santa Catarina elegeu Caroline de Toni para uma das três vagas disponíveis. Com isso, o estado passa a contar com uma representante mulher na bancada do Senado.
Representatividade racial
A diferença também aparece quando analisada a representatividade racial.
Segundo os dados apresentados 4,07% da população de Santa Catarina se declara preta e 19,22% parda.
Nas eleições deste domingo, porém, não foram eleitos candidatos autodeclarados pretos ou pardos para os cargos de deputado estadual, deputado federal, senador ou governador.
A sub-representação desses grupos está relacionada a fatores históricos, sociais e econômicos, incluindo as consequências do racismo e das desigualdades sociais, que atingem de forma mais intensa a população preta e parda.
Especialistas também apontam que candidaturas desses grupos podem enfrentar discriminação durante o processo eleitoral.
A baixa diversidade nos parlamentos pode ter reflexos na formulação de políticas públicas.
A presença de diferentes grupos sociais nos espaços de decisão amplia as perspectivas consideradas durante os debates e processos de deliberação.
Segundo a análise apresentada, quanto mais diversificado é o perfil dos representantes, maior tende a ser a variedade de experiências e visões incorporadas às discussões políticas.