Mães de crianças atendidas pela APAE de Joinville cobraram, nesta quarta-feira (16), a retomada do tratamento intensivo pelo método PediaSuit. O serviço foi interrompido após o fim do repasse financeiro, em outubro do ano passado, e atualmente cerca de 70 crianças aguardam na fila.
O tema foi discutido pela Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores. Durante a reunião, mães relataram os benefícios do tratamento para os filhos e pediram uma solução para que as terapias voltem a ser oferecidas pela instituição.
Segundo a presidente da APAE, Neide Gonçalves, o serviço era realizado havia 14 anos. Antes da interrupção, quatro crianças eram atendidas simultaneamente. Atualmente, apenas uma recebe o tratamento. O custo mensal para manter o serviço é estimado em R$ 44 mil.
A secretária municipal de Saúde, Daniela Cavalcante, explicou que o impasse não está relacionado à falta de recursos, mas à definição de um modelo legal para o repasse. Segundo ela, o PediaSuit não é um procedimento cadastrado no SUS e possui características específicas de atendimento.
Durante a reunião, vereadores cobraram uma solução jurídica para garantir o custeio das terapias. A Comissão de Saúde marcou uma audiência pública para 13 de outubro, às 19h, na sede da APAE, para discutir alternativas de financiamento e a retomada do serviço.
O PediaSuit é uma abordagem terapêutica intensiva utilizada principalmente no atendimento de pessoas com distúrbios neurológicos e motores, como a paralisia cerebral.

Fotógrafo: Mauro Schlieck/CVJ
